Porque Missionários Não Podem Voltar Para Casa

Porque Missionários Nunca Podem Voltar Para Casa

Porque Missionários Não Podem Voltar Para Casa

Quando um missionário acaba de chegar ao campo missionário, é óbvio onde é a sua “casa”. É o lugar de onde você acabou de sair. É o lugar onde você cresceu, foi à escola, teve seus estudos, descobriu uma igreja, e formou seus relacionamentos mais importantes.

Mas quando você mora em outro país [ou cidade] por um bom tempo, uma estranha transição acontece.

Seu país natal–sua casa–não parece mais como sua casa. Quando você “vai pra casa”, algumas das mesmas pessoas e lugares estão lá, mas a vida caminhou em sua ausência. Quando você aparece para um “tempo em casa”, você não pode recomeçar de onde parou. Você é um visitante. Um estrangeiro. Um convidado sem um papel permanente. Seus amigos próximos fizeram outros amigos. Metade das pessoas de sua igreja só te conhecem como uma linha ou um item na lista de pedidos de oração. Alguma nova tecnologia, gíria, ou moda tornou-se comum… exceto para você porque você perdeu isso quando saiu.

No campo missionário, você dizia coisas como “No meu país…”, mas poucas pessoas no país onde você está podiam se relacionar com sua história. Eles ouviam educadamente, mas você sabia que eles não conseguiam entender. Mas não tinha problema. Você se consolava com o pensamento de que “As pessoas em casa entenderiam.”

Mas, de forma ainda mais estranha, aquelas pessoas que você tinha certeza de que entenderiam… eles não entendem. Agora que você está em casa, você está cheio de experiências e histórias do lugar que tornou-se seu segundo lar. Você diz coisas como “Lá no país onde morei…”, mas, é claro, o que você contar a eles sobre o país onde morou é difícil de entender. As coisas que você sente falta do país onde viveu recebem uma expressão confusa, ou até mesmo uma declaração: “Que estranho!” Depois que você termina de contar a história, as pessoas voltam a falar da equipe local esportiva, as últimas notícias sobre política, ou algum assunto ao qual você não deu tanta importância nos últimos anos. Não quer dizer que eles não gostam de você. Eles gostam. Eles estão felizes que você está finalmente “em casa”. Mas aquelas pessoas “de casa” simplesmente não conseguem se relacionar com suas experiências “naquele lugar”, naquele país com nome engraçado, onde as pessoas tem nomes mais engraçados–e impronunciáveis–ainda.

Quando você viaja “para casa”, as pessoas te dizem “Não é bom estar em casa?!” e você pensa “É, mais ou menos.” Agora que você já comeu algumas de suas comidas favoritas, e viu alguns velhos amigos, há algumas pequenas razões para ficar “em casa”. Você começa a sentir falta daquelas coisas sobre o país onde você viveu e passou a amar. Certas comidas, amigos locais, o papel no ministério que você estava fazendo com toda a alegria.

“Casa” já não é mais “casa”. E, tristemente, aquele outro lugar no campo missionário nunca será casa também. “Casa” é ambos lugares, e nenhum lugar, ao mesmo tempo.

“Em casa”, o missionário sonha sobre o outro país onde mora.
“No outro país”, o missionário sonha sobre o seu país natal.

Missionários são sempre pegos em meio a dois mundos. Eles não podem mais se identificar completamente com as pessoas que eles deixaram para trás no seu país natal. Mas eles nunca se identificarão de verdade com as pessoas no país onde vivem.

“Casa” é em todo lugar.
“Casa” é em nenhum lugar.

Mas está tudo bem. Já houve outros viajantes nessa mesma estrada.

“Todos estes morreram na fé, sem ter obtido as promessas; vendo-as, porém, de longe, e saudando-as, e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra. Porque os que falam desse modo manifestam estar procurando uma pátria. E, se, na verdade, se lembrassem daquela de onde saíram, teriam oportunidade de voltar. Mas, agora, aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial. Por isso, Deus não se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porquanto lhes preparou uma cidade.” (Hebreus 11:13-16)

Enquanto continuamos aqui na terra, sempre ficaremos um pouco deslocados e sem lugar. Missionários e aqueles morando em um lugar diferente de onde cresceram experimentam isso mais do que outros. Mas, algum dia, todos que creem no Senhor Cristo Jesus finalmente estarão em casa.

Tradução de: Karl Dahlfred

seas

Called Higher

Gostaria de compartilhar esta canção que tem ministrado meu coração. O Senhor sempre nos chama para níveis mais altos e profundos, e podemos até ficar à beira mar, admirando a grandeza do Senhor. Ou, nos lançar e nos deixar ser imersos nos oceanos de sua Grandeza. Sermos levados pelas ondas do Seu coração. Eu quero ir mais profundo!

“Called Me Higher” – All Sons and Daughters

I could just sit
I could just sit and wait for all Your goodness
Hope to feel Your presence

And I could just stay
I could just stay right where I am and hope to feel You
Hope to feel something againAnd I could hold on
I could hold on to who I am and never let You
Change me from the inside

And I could be safe
I could be safe here in Your arms and never leave home
Never let these walls downBut You have called me higher
You have called me deeper
And I’ll go where You will lead me Lord
You have called me higher
You have called me deeper
And I’ll go where You lead me Lord
Where You lead me
Where You lead me Lord

And I will be Yours, oh
I will be Yours for all my life

And I will be Yours, oh
I will be Yours for all my life
So let Your mercy

And I will be Yours, oh
I will be Yours for all my life
So let Your mercy light the path before me

Cause You have called me higher
You have called me deeper
And I’ll go where You will lead me Lord

Where You lead me
Where You lead me Lord


“Chamado mais alto”

Eu poderia apenas sentar
Eu poderia apenas sentar e esperar por toda Tua bondade
Esperando sentir Tua presença

E eu poderia apenas ficar
Eu poderia simplesmente ficar onde estou e esperar sentir Você
Esperando sentir algo de novo

E eu poderia segurar firme
Eu poderia me agarrar a quem eu sou e nunca deixá-lo
Me transformar a partir do meu interior

E eu poderia estar seguro
Eu poderia estar seguro em Teus braços e nunca sair de casa
Nunca deixar as paredes caírem

Mas você me chama mais alto
Você me chama mais profundo
E eu vou para onde me levares, Senhor
Você me chama mais alto
Você me chama mais profundo
E eu vou para onde me levares, Senhor

Onde me levares
Onde me levares, Senhor

E eu serei Teu, oh
Eu serei Teu por toda a minha vida

E eu serei Teu, oh
Eu serei Teu por toda a minha vida
Então deixe Sua misericórdia

E eu serei Teu, oh
Eu serei Teu por toda a minha vida
Então deixe Sua misericórdia iluminar o caminho diante de mim

Pois você me chama mais alto
Você me chama mais profundo
E eu vou para onde me levares, Senhor

Onde me levares
Onde me levares, Senhor

Clear the Stage

Limpando o Altar

Esta canção ministrou muito ao meu coração a um tempo atrás e estes dias ouvi novamente e mais uma vez falou muito forte ao meu coração. E gostaria de compartilhar um pouco…

Muitas vezes nos pegamos cheios de tarefas do nosso dia-a-dia, rotinas de trabalho, ministérios, seminários, congressos, eventos na igreja, que se pudéssemos, acrescentaríamos mais algumas horas no nosso dia, para dar conta de tudo.

O que Deus trouxe ao meu coração foi Ativismo, estar constantemente movidos por afazeres e tarefas a ser completadas. E no meio desta correria, quando olhamos para nós, vemos que estamos tão cheios de nós mesmos, e de nossos afazeres PARA Deus, que deixamos de gastar tempo COM Deus como deveríamos, deixamos de correr para os braços do Pai.

Jesus nos mostra através de sua vida e ministério, que é possível fazer muitas coisas, e completar grandes obras para o reino, sem deixar de sermos filhos. Em Lucas 2.49, Ele demonstra que a sua prioridade era estar com o Pai

“Ele lhes respondeu: Por que me procuráveis? Não sabíeis que me cumpria estar na casa de meu Pai?”

Jesus, que é Deus, sabia que necessitava ter tempo e se relacionar com o Pai, imagina nós, o quanto precisamos nos relacionar com o Pai? Com quem temos nos relacionado mais, com os negócios do Pai, ou com o Pai?

Se relativamente a prioridade que temos é fazer coisas Para Deus, então o relacionamento como Senhor e servo será fortalecido. Porém, se a prioridade é estar Com Deus, o relacionamento como Pai e Filho será fortalecido.

Precisamos rever frequentemente os negócios dos quais temos priorizado. O que temos colocado à frente de Deus, a quem temos amado mais, onde estão os nossos pensamentos, o que hoje é um ídolo para nós, e que tem roubado o lugar de Deus Pai. Precisamos estar dispostos a limpar o altar. E, sempre que for preciso, ou não, corrermos para nosso lugar secreto, nos braços do Pai.

“Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará. E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois, a eles; porque Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais.” Mat 6.6-8

Que Deus possa falar ao seu coração.

André: Este é o primeiro post da Dani. Bem-vinda, meu amor! É um prazer ter você como co-autora, no blog e na vida!

language

Mark Zuckerberg dá entrevista falando mandarim

“Mark Zuckerberg [fundador do Facebook] dá entrevista falando mandarim.”

Se um grande empresário pode fazer isso e, tenho certeza, ampliou seus horizontes e tornou-se muito mais aceito em outro país, por que ainda achamos que investir tempo e dinheiro aprendendo uma nova língua e uma nova cultura é desperdício?

Ele é bilionário. Enquanto isso, bilhões de vidas esperam missionários que falem suas línguas.

Acho que ainda temos muito a aprender!

#Missões
#Línguas
#Povos

Confira a notícia aqui: http://oglobo.globo.com/sociedade/tecnologia/mark-zuckerberg-da-entrevista-falando-mandarim-14333321

Vale a pena ver o vídeo, para ver a reação do público, mesmo que você não entenda nada:

sublime

Sublime – Leonardo Gonçalves

Carros pela cidade
Correndo contra o tempo
Distantes no vazio
Atormentados pelos males
De uma era turbulenta e sem alívio

E eu anseio
Pela noite ou pelo dia
Dia sublime, tão sublime
E na saudade por alguém que eu ainda não vi
Me imagino correndo pra teus braços, ó Pai

Eu só quero a calmaria de um lugar
Que sopra o vento da paz
Guiando às águas tranquilas
Sou estrangeiro e vou seguindo para o eterno lar
Enquanto eu espero o momento em que vou te encontrar

Quando? Não sei
Um dia, eu sei
Estarei no meu lugar, no meu lugar tão sublime

Jerusalém! Jerusalém!
Jerusalém! Jerusalém!

Encontrei a calmaria do lugar
Que sopra o vento da paz
Bem junto às águas tranquilas
Sou estrangeiro, mas compreendo que o eterno lar
Começa no momento em que vivo para te encontrar

Hoje encontrei
Em ti encontrei
Encontrei o meu lugar, o meu lugar
Encontrei o meu lugar, o meu lugar
Encontrei o meu lugar tão sublime

Deutschland

Alemanha é Campeã

#GER
Alemanha é campeã!

Foram muitos anos de trabalho, acreditando que uma nova geração poderia se levantar para mudar a história da nação. Uma liderança foi colocada que mudou os rumos de um grupo que tinha muitos resultados negativos. Muito trabalho duro foi feito, quebrando barreiras que pareciam intransponíveis, muitas frustrações e decepções e uma imagem bastante negativa. Mas não desistiram. Lutaram, cresceram, venceram. E mostraram ao mundo que são campeões.

Parabéns, Alemanha! Parabéns, Angela Merkel! Mostraram ao mundo como, em 50 anos, transformar um país falido e destruído pela guerra em um país que é o motor de todo um continente, e exemplo para todo o mundo.

Alemanha é sim, campeã.

E o tetracampeonato no futebol só foi resultado do que já acontecia fora de campo.

Assim como o fiasco da #SeleçãoBrasileira, que só foi campeã e mostrou dignidade dentro de campo há 12 anos atrás.

(Ih, 12 anos? Não é o tempo que o #PT está no governo? Que coincidência!)

O Brasil ainda pode voltar a ser campeão. E o técnico a gente escolhe em Outubro.

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Herança – Os Arrais

Ele acorda quando ainda está escuro
E apalpa a parede até chegar
No quarto que ele consagrou
Sozinho em oração ao construir o seu lar

Quebrantado ele abre a Palavra
Buscando em Deus descanso encontrar
E a paz que enche o coração da esperança que não vai achar em outro lugar

Nas mãos de Deus derrama a sua vida
Que trocaria pela salvação
De cada membro de sua família
E esta é a herança que deixou

Ele acorda quando ainda está escuro
E segue a antiga trilha ate chegar
No jardim que ele consagrou
Sozinho em oração ao conversar com seu Pai

Quebrantado ele abre sua alma
Buscando em Deus descanso encontrar
E a paz que enche o coração da esperança que não vai achar em outro lugar

Nas mãos do Pai derrama a sua vida
Que ele troca pela salvação
De cada membro de sua família
E esta é a herança que deixou
Que deixou, que deixou, que deixou

Nas mãos do Pai derrama a sua vida
Que ele troca pela salvação
De até mil gerações de sua família
E esta é a herança que deixou

Gostei dessa canção desde a primeira vez que ouvi. (Aliás, todo o CD está muito bom. Vale a pena comprá-lo.) Ficava imaginando a história contada em forma de música.

Via um senhor, com seus 50 e poucos anos, cabelos grisalhos, marcas ao lado do nariz por usar óculos, marcas de cansaço no rosto por tantos anos trabalhados, levantando de seu quarto no meio da noite. O imaginava buscando seus óculos na mesinha de cabeceira, ao lado de porta-retratos com fotos suas com sua esposa, filhos e netos e de uma Bíblia aparentando ser velha mais pelo uso do que pela idade.

O via levantando-se de sua cama calmamente, para não atrapalhar o sono de sua companheira fiel de tantos anos, que tantas noites havia acordado para acompanhá-lo em seu trabalho assalariado no meio da noite.

Imaginava esse senhor com as mãos estendidas à sua frente tentando evitar esbarrar na parede, dando a volta pelos móveis de sua casa que ele tanto conhecia, subindo as escadas para um quarto especial que, apesar de não haver tanta mobília, era o cômodo mais aconchegante da casa que havia transformado em um lar para sua família.

Por vezes imaginei as palavras balbuciadas em conversas longas com seu Pai. Talvez, se estivesse ao seu lado, ouviria frases incompletas como “Abençoa-os neste dia…”, “Guarde-os…”, “…a cada dia mais”, “…de sua bênção…”, dentre tantas outras.

Fiquei tentando imaginar quais versículos esse pai de família leria ao declarar bênçãos para sua família. Talvez as bênçãos por seguir ao Senhor, em Deuteronômio 28:1-2, ou a declaração abençoada de  Números 6:24-26, ou quem sabe as bem-aventuranças de Mateus 5:3-12. Imaginei quantas marcas de lágrimas não havia sobre as páginas daquele livro que tantas vezes folheou buscando direção para seus filhos, genros e noras e netos.

Quantas noites em claro não passou derramando sua vida ao Criador da vida até que sentisse uma paz no seu coração de que tudo ficaria bem com seus amados? Quantas horas de sono gastas acordado na madrugada clamando pela salvação de seus herdeiros?

E, de repente, essa canção passa a me falar de outra herança. De um outro homem não tão velho, mas muito experiente. Não tão adiantado em dias, porém com uma sabedoria e conhecimentos ímpares. A segunda estrofe me fez imaginar um homem de 30 e poucos anos, que havia começado seu ministério apenas 3 anos antes.

Imaginei o filho do carpinteiro seguindo uma antiga trilha, um caminho pelo qual Ele já havia passado diversas vezes, noites e dias. E até mesmo séculos antes.

Em minha mente veio a imagem do Mestre levando seus melhores amigos até um Jardim onde se prensavam olivas, para ali, novamente em intimidade com Seu Pai, fazer uma última oração, de tantas as outras que havia se acostumado a levantar em Sua curta vida.

Pude visualizar as marcas em seu rosto, não de cansaço, mas de entrega. Não de um trabalho árduo feito, mas da obra mais árdua de todas a ser feita. Fiquei pensando quanto peso havia nas mãos e nos ombros daquele homem, Filho do Homem, para que gotas de sangue brotassem de sua testa, como se o preparassem para o derramamento de sangue que se seguiria.

E, de repente, imaginei uma paz. Aquela que só o Pai nos dá. Aquela que O havia feito dormir tranquilamente em um barquinho em meio a uma tempestade. Aquela paz que Ele, por muitas vezes, havia trazido à Maria Madalena, ao centurião que tinha um criado doente, a Jairo, à Maria e Marta quando seu irmão havia falecido.

Essa paz, que só nosso irmão primogênito poderia trazer, entregando Sua vida em um jardim, como que para nos levar de volta ao Jardim onde fomos criados, onde havia a Presença constante e incessante do Pai. Onde havia paz sem fim.

“E essa é a herança que Ele deixou.”