A heresia da adoraçãnimento

(Traduzido de “The heresy of worshiptainment“)

A grande heresia da igreja de hoje é que pensamos que estamos no negócio do entretenimento. A.W. Tozer cria que essa era a verdade nos anos 1950 e 1960. Membros de igreja “querem ser entretidos enquanto são edificados.” Ele disse em 1962. Tozer sofria, até mesmo naquela época, que era “praticamente impossível na maioria dos lugares fazer alguém participar de uma reunião onde a única atração era Deus.”

Mais recentemente, David Platt perguntou: “E se tirássemos a música legal e as cadeiras estofadas? E se as telas se fossem e a plataforma não fosse mais decorada? E se o ar-condicionado fosse desligado e os confortos fossem removidos? A Sua Palavra ainda seria suficiente para seu povo se reunir?” (Radical)

Seria suficiente?

Tozer acertou: “Heresia de método pode ser tão mortal como heresia de mensagem.”

Santidade, não Superficialidade

Como Tozer, deveríamos estar preocupados que tantas pessoas em nossas igrejas querem ser entretidas enquanto adoram. Deveríamos estar preocupados por não mais reconhecermos a diferença entre os dois. E deveríamos estar preocupados com a crença crescente de que acrescentar cada vez mais entretenimento à adoração é necessário para a igreja cumprir sua missão.

Posso estar sozinho, mas fico sofrendo quando vejo cultos de adoração caracterizados por objetos, performances, e atmosferas de eventos no lugar de qualquer senso de santidade divina; e santidade dando lugar à superficialidade.

Isso não tem a ver com estilos de adoração. O assunto aqui não é o tradicional versus o contemporâneo versus a mistura dos dois. Não é sobre adoração com órgãos versus adoração com uma banda. Essa discussão já errou o alvo completamente. O assunto aqui é o coração e o foco e a intenção da adoração. Os assuntos reais, para mim, são:

1. Sobre quem ou sobre o quê estão os holofotes?

Se o holofote figurativo em nossos cultos está em alguém e não em Deus, não é adoração. Se o holofote brilha mais sobre a performance humana do que sobre o Evangelho de Cristo, não é adoração. Se outro além de Jesus está recebendo nosso elogio ou aplauso, não é Deus quem adoramos.

2. Qual mensagem estamos comunicando?

A mensagem da igreja—a mensagem que o mundo precisa ouvir de nós—não é, “Venha ter uns momentos alegres”, “Venha se divertir”, ou “Venha e faça da sua vida melhor.”

Tozer disse: “Cristo chama os homens para carregar uma cruz; nós os chamamos para se divertir no Seu nome.”

A mensagem da igreja é a mensagem da cruz. E não podemos nos esquecer, a cruz de Jesus foi uma fonte de entretenimento apenas para aqueles que zombaram dEle enquanto Ele estava ali pendurado.

3. Como vidas são transformadas?

“Mas nossos métodos estão atraindo pessoas e ganhando almas!”, alguns podem dizer.

Tozer respondeu a esse sentimento: “Ganhando elas para que? Para um discipulado real? Para carregar a cruz? Para autonegação? Para separação do mundo? Para crucificação da carne? Para uma viver em santidade? Para nobreza de caráter? Para desprezar os tesouros do mundo? Para uma autodisciplina difícil? Para amar a Deus? Para compromisso total a Cristo?”

A Palavra Faz a Obra

David Platt e a igreja que ele pastoreia, The Church at Brook Hills, decidiram tentar responder à pergunta: “A Sua Palavra ainda é suficiente para que seu povo se reúna?” Eles retiraram todo tipo de entretenimento e convidaram as pessoas para virem simplesmente para estudarem a Palavra de Deus. Eles chamaram isso de Igreja Secreta. Eles marcaram uma data—uma sexta-feira à noite—quando poderiam se reunir das 18:00 até a meia-noite, e, por seis horas, não fariam nada além de estudar a Palavra de Deus e orar. As pessoas foram. Mil pessoas vieram na primeira vez e só cresceu a partir dali. Em pouco tempo, eles precisavam reservar lugares porque a igreja ficava lotada. A Igreja Secreta agora atrai dezenas de milhares de pessoas por transmissão pela internet em mais de 50 países ao redor do mundo—sem entretenimento, sem luzes e sons, ou máquinas de fumaça.

Por que eles vão? Platt explicou em uma entrevista: “As pessoas estão famintas pela Palavra. Não há nada especial ou criativo nisso. É apenas o estudo da Palavra… a própria Palavra faz a obra!

As pessoas estão famintas. Estão famintas por uma dieta de substância, não doces. Mais da Palavra. Mais profundidade na Palavra. Menos do que Tozer chamou de “brinquedos religiosos e lembrancinhas”.


Esse texto me lembrou da música “Toma Tu Lugar”, do Marcos Brunet:

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Autor: André Scultori

Um missionário para esta geração. A missionary for this generation.

Uma consideração sobre “A heresia da adoraçãnimento”

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