“Eu Sou o Pão da Vida”

“E Jesus lhes declarou: Eu sou o pão da vida; quem vem a mim jamais terá fome, e quem crê em mim jamais terá sede.” (Jo. 6:35)

No livro de João, essa é a primeira vez que Jesus se compara a algo, usando a frase “Eu sou” —  a primeira das sete.

Nessa comparação, ele nos traz duas coisas: provisão e comunhão.

Em Jo. 6:1-15, logo antes dessa passagem, Jesus faz Sua primeira multiplicação de pães (e peixes). Uma grande multidão o seguia e, ao final da tarde, tiveram fome. Seus discípulos o alertam e perguntam o que fazer, ao que Jesus responde: “Dê-lhes de comer!

Os Doze devem ter olhado uns para os outros, sem saber o que falar. Felipe foi corajoso e tentou calcular o custo da obra: “Nem 200 dias de trabalho dariam pra isso!” (Jo. 6:7).

Já André conseguiu achar um menino com cinco pães e dois peixinhos, e o levou a Jesus — apesar de achar que isso não seria suficiente: “Mas o que é isso pra tanta gente?” (Jo. 6:9)

Jesus, então, pega esses poucos pães, faz uma simples oração de agradecimento a Deus, e o milagre acontece: 5 mil homens, fora mulheres e crianças, são alimentados!

Jesus estava nos mostrando que o milagre sempre vem d’Ele. Nós fazemos nossa parte, mas o sustento vem de Jesus!

E sempre é mais do que suficiente: ao final, ainda sobraram 12 cestos cheios!

A provisão de Jesus sempre vai ser maior do que precisamos e muito mais do que “pedimos ou pensamos” (Ef. 3:20)

Nessa passagem, vemos também como Deus quer nos trazer comunhão. Ele quer que trabalhemos com Ele: Jesus tomou a iniciativa de abençoar o povo; uma criança entregou o que tinha, os discípulos entregaram os pães e recolheram o que sobrou; e o milagre veio de Deus! Deus sempre quer nos incluir na obra!

No Velho Testamento Jesus também se apresenta como o Pão que traz provisão, em Êx. 16:1-31. O povo havia murmurado, e Deus responde enviando pão do céu!

O interessante é que não faltava, nem sobrava (Êx. 16:18) — a provisão de Jesus é sempre na medida do que precisamos! O povo tinha que recolher apenas o que precisava para aquele dia — eles precisavam aprender a crer na provisão todos os dias!

E também precisavam aprender a obedecer: Na sexta-feira tinham que pegar em dobro!

Sempre a provisão de Deus é mais do que a provisão. É também para nos ensinar e trazer amadurecimento.

Já em Lucas 22:14-20 lemos que Jesus escolheu celebrar a Páscoa com Seus discípulos (e não com a multidão que O seguia). Escolheu fazê-lo na intimidade com Seus amigos.

Mas, na Páscoa, Jesus também queria levá-los a um nível maior. Foi lá que ele iniciou uma Nova Aliança: A Ceia do Senhor. E Ele nos ordena fazê-la hoje, “em memória d’Ele.” (1 Co. 11:26)

Na Ceia, Jesus levou Seus discípulos a um novo nível de intimidade e comunhão com Ele.

Jesus é o maná, o Pão Vivo do Céu! (Jo. 6:33)

E Jesus é a Ceia! (Jo. 6:53-56)

Quando lemos isso, vemos o desafio que Jesus nos lança: Abandoná-lO ou seguí-lO?

Alguns de seus discípulos o abandonaram (Jo. 6:66). Mas Pedro, com os doze, responderam:

“Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna. E nós cremos e sabemos que tu és o Santo de Deus.” (Jo. 6:68-69)

Jesus é o Pão Vivo que desce do Céu, mas é escolha nossa termos comunhão com Ele ou não.

Jesus, o Pão Vivo, nos traz provisão e comunhão!

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Autor: André Scultori

Um missionário para esta geração. A missionary for this generation.

Uma consideração sobre ““Eu Sou o Pão da Vida””

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